Diálogo foi o ponto alto entre caminhoneiros e poder público na audiência pública da Câmara

ara aqueles que acreditavam que a Audiência Pública realizada na noite desta quarta-feira, dia 7, na Câmara Municipal, para discutir a normatização do trafego de veículos acima de quatro eixos na zona urbana da cidade fosse se transformar em um “campo de batalha” com discussões acaloradas entre representantes da categoria e os membros do poder público, temos a satisfação em informar que o clima não poderia ter sido mais democrático. Prevaleceu o diálogo e o bom senso, mesmo com a presença bem abaixo do esperado da categoria, embora entre os presentes houvesse aqueles que expressaram os anseios e dúvidas dos profissionais e que ouviram as explicações do prefeito Edilson Alencar, como chefe do Executivo Municipal e autor do projeto de lei, e da Promotora de Justiça, Dra. Lurdes Helena Bosa.

“O documento que enviamos à Câmara de Vereadores não é um projeto pronto e que não necessita de retoques. Pelo contrário, ele é um esboço para que o Legislativo, responsável pela aprovação de leis, discuta o tema com a sociedade e faça emendas, mude totalmente sua redação ou até não o aprove após a passagem por todas as comissões pertinentes. Tudo o que precisamos é de uma norma para seguir e que seja o espelho dos anseios da comunidade, que há anos nos pede um posicionamento sobre alguns problemas criados pelo trânsito de grandes veículos, e também dos caminhoneiros e carreteiros, que igualmente merecem nosso respeito pois são parte importante de nossa sociedade”, disse o prefeito Edilson Alencar.Uma comissão formada pela categoria e por representantes da comunidade será formada e discutirá com os vereadores nos próximos dias até que seja confeccionado um documento que atende os anseios de toda a comunidade. “ Hoje a Democracia deu mais um passo em nossa comunidade e devemos celebrar”, comemorou o chefe do Executivo Municipal.”Resumindo, nosso objetivo é obter após todo esse processo uma regulamentação/norma, independentemente se ela seja permissiva ou proibitiva desde que seja normatizada. Esse tema chegou aos crivos do Judiciário e a atual Administração não admite que outro poder venha impor ou determine o que seja feito dentro daquilo que é nossa obrigação por ser um projeto antipolitico”, concluiu o prefeito.